Livro: Farofa, uma alegria popular

Sou farofeira, com muito orgulho!! Mistura simples e de poucos ingredientes, ouso dizer que a farofa é um dos pratos que definem nossa identidade nacional.

Acredita-se que tudo começou quando os índios tupis-guaranis jogaram farinha de mandioca na carapaça vazia de uma tartaruga e colocaram para assar. Com isso, a gordura da carapaça se soltou e se misturou à farinha. Assim nascia a farofa!

Hoje, ela está na mesa dos brasileiros em ocasiões corriqueiras ou festivas, e cada região do país tem suas versões executadas com ingredientes locais.

O excelente livro “Farofa, uma alegria popular”, de Sabrina Sedlmeyer, conta a história de dois ingredientes fundamentais da farofa e da cultura brasileira desde o século XVI: a mandioca e o milho.

É muito interessante entender como foi o encontro das culturas indígenas, europeias e africanas, ainda no passado colonial, e como a mandioca e o milho são as bases estruturais das farinhas brasileiras, alimentos que varrem todos os estratos sociais da colonização até os dias de hoje.

O livro traz mais de 50 receitas de farofas que comprovam como seu preparo é fácil; como são refeições descomplicadas e deliciosas e como fazem parte da nossa tradição e do nosso patrimônio material.

Reverter o lugar desse prato, visto muitas vezes como algo menor e prosaico na cultura brasileira, e demonstrar a importância das misturas na nossa vida, a força da sua história e a potência dos reaproveitamentos dos alimentos e da imaginação de cada cozinheiro no ato de cozinhar é a proposta da Sabrina, que é pesquisadora e professora na Faculdade de Letras da UFMG e fundadora do grupo de pesquisa SAL (Sobre Alimentos e Literaturas).

“Farofa, uma alegria popular” foi lançado em 2020 e pode ser facilmente adquirido pela internet.

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